Sábado, 11 de Abril de 2009

Sonhos traídos.


Ainda não me deixei de surpreender com a história que estou a contar. À medida que vou avançando existem sempre mais pormenores. Mais e mais histórias que relatam a incrível sobrevivência humana. 

As gravações estão a correr muito bem. Estou a estranhar isso. Nem mesmo o episódio do cemitério - que contei no twitter - me afectou. Nem alguns erros, aparentemente normais, no computador, sobretudo na fase de rendering, me estão a chatear. Posso dizer que está tudo a sair perfeito.

Tenho tido também muita sorte com os conteúdos que, sem querer, vou apanhando. É evidente que não vou revelar nada, mas até agora sinto-me bem com o que fiz. E isso é óptimo, porque quem me conhece sabe bem que sou muito crítico e pessimista.

Tenho, neste momento, oito blocos editados com 23 minutos de conteúdo. A minha ideia era fechar o documentário aos 40 minutos. Mas com o rumo que está a tomar pode bem ir parar aos 50. Contudo, aqui vai imperar o formato que for necessário. Para dia 2 de Maio, data da estreia, tenho toda a liberdade que quiser. Porém, se quiser concorrer a festivais, a questão do tempo será importante. 

Acima de tudo, estou a aprender imenso com este trabalho. Não só como experimentação deste novo meio (o documentário) como também em termos de experiência de vida. Ouvir as histórias da Maria da Nazaré é como sentir um murro no estômago. Ficamos a pensar na nossa vidinha cómoda e como, há poucos anos atrás, os nossos pais e avós se esforçavam para nos dar melhores condições de vida. A questão principal do documentário é mesmo essa: será que este é o mundo pelo qual tanto lutaram?

Dia 2 de Maio, na Biblioteca da Nazaré, espero poder contribuir com uma resposta.

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