A semana que passou foi uma daquelas onde eu tive de ser
multitask. Ora fechava o Sambrasense, ora saía em reportagem. Ora acabava algumas componentes do design de um site, ora entrevistava pessoas. Ainda bem que a semana acabou. E ainda bem que consegui fazer tudo.
Para relaxar, hoje marquei a tarde para ir à excelente Biblioteca Municipal da Nazaré. Fui lá de propósito porque o senhor Máximo Ferreira, um dos maiores astrónomos do país, ia dar uma pequena palestra e inaugurar, assim, o planetário. E foi estupendo. Aconselho mesmo. O Máximo Ferreira ainda adiantou que iria existir um curso de astronomia, gratuito, a partir de Janeiro.
Awesome. Contem comigo.
Este edifício é, de facto, um luxo. Tem tudo aquilo que um verdadeiro centro cultural deve ter. Um planetário, duas salas de exposições, sala de internet, um espaço para os putos, um auditório bem grandito e, claro, a Biblioteca. Arquitectonicamente muito bem conseguido, com a luz necessária, com espaços amplos... só lhe falta mais pessoal a trabalhar e, muito provavelmente, um maior envolvimento com a comunidade.
O que se passa nestes centros de cultura é que muitas vezes estão vazios. Isto porque existe muito a ideia de que aquele espaço é apenas para os que lá trabalham. E isto é mentira. Um espaço com estas características só é verdadeiramente útil se abrir as portas à população. E não digo 'abrir as portas' das 9 horas às 19. Digo 'abrir as portas' às pessoas como uma atitude dos dirigentes e trabalhadores da própria biblioteca. Deixar os cidadãos apresentarem os seus projectos, fazer daquele um espaço de todos. Criar núcleos. Dar movimento ao espaço. Espero que isso seja conseguido, porque no espaço anterior não o foi. E agora não venham com as habituais desculpas das instalações.
O texto já vai grande. Mas queria só realçar isto:

Sopranos. A série toda. E ali ao lado, Twin Peaks. Oh yeah! Podem ainda faltar muitos livros nas prateleiras, mas lá que têm muito bom filme para ver, isso é verdade.