Já estamos habituados às babuseiras e actos ditaturais vindos da ilha da Madeira, pela mão do senhor Alberto João Jardim. Mas continua a insultar-me a inteligência cada vez que o tipo surge nas televisões.
Sobretudo numa declaração dada à SIC Notícias, a propósito do acto desesperado de um deputado do Partido Nova Democracia. Quando uma jornalista lhe pergunta se quer dizer algo acerca do acontecimento, Jardim diz: "Isso a mim não interessa, só interessa a pessoas que gostam de anedotas". A jornalista lá insiste, uma vez que é uma situação grave o impedimento de um deputado legalmente eleito numa casa da democracia da qual ele é uma das figuras maiores. Enfurecido lá diz: "A mim só me preocupa é o mau jornalismo que é feito".
Eu se fosse aquela jornalista tinha perdido a cabeça e tinha-lhe gritado: "E A MIM SÓ ME PREOCUPA A MÁ POLÍTICA QUE AQUI É FEITA".
Acho extraordinário o receio com que os jornalistas enfrentam Alberto João Jardim. Parece que estão num coliseu romano com um leão à frente. Não pode ser. Quando é que os jornais, rádios e televisões se apercebem que é necessário por nesse coliseu os melhores gladiadores? Porque é que continuam a atirar jornalistas sem experiência aos leões? Parte do grande problema que acontece na Madeira é culpa dos jornalistas.
Irrita-me ver um ditador a governar pacificamente uma região do território português. A ditadura também acontece em "democracias" como a nossa e a Madeira é a prova mais fiel disso. A mim só me apetece dar uma pancadinha nas costas aos amigos madeirenses e dizer-lhes: querem continuar assim, querem continuar a pactuar com um político ditador, sim senhor, sigam o vosso caminho, nós seguimos o nosso. Já é muito pouca a ligação entre Madeira e Portugal. Sobretudo se não estamos de acordo, há mais de 30 anos, com o conceito de democracia.
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